Vamos conhecer nossa nova escritora? O nome dela é Marcia Dantas dos Santos, tem 30 anos é de São Paulo, capital e está solteira. Não tem filhos e nem bichos. Primeira Wonder a não ter bichos!

 

Nossa equipe fez algumas perguntas para ela, veja só o que ela nos respondeu:

 

Como começou a escrever?
“Eu crio histórias na minha mente desde que me lembro. Sempre vivi no mundo da imaginação, imaginando histórias diferentes. Lembro de ter escrito meu primeiro “livro” com 8 anos. Datilografei, fiz uma capa e mostrei para a minha professora de Português. Lembro que ela gostou bastante. Criar histórias sempre foi algo natural para mim.
Fiquei por um bom tempo (entre os 16 e os 21 anos) sem escrever. Foi a época em que freqüentei a igreja evangélica. Não sei porque exatamente, mas não conseguia produzir nada nessa época, Saí dessa inércia quando descobri o mundo das fanfics em 2007. Demorei a recobrar a coragem para escrever, o qual veio com a ajuda da primeira pessoa de quem li as fics, minha amiga Bruna Galle.”

 

Escreve há quanto tempo?
Bem, como disse acima, sempre escrevi (risos). Mas vou considerar o ano de 2008 como aquele em que comecei de verdade, por causa das fics. E 2013 é um outro ano importante, porque foi quando comecei a me denominar como escritora profissional.

 

Qual seu livro favorito?
Pode escolher mais de um? (risos). Porque tenho dois livros que me foram bem marcantes, e sempre os recomendo. Farenheint 451 de Ray Bradbury, e As Brumas de Avalon, da Marion Zimmer Bradley.

 

Qual seu livro escrito favorito?
Meu único livro publicado, Reescrevendo Sonhos, será sempre um queridinho porque foi o que fez com que eu abraçasse o profissionalismo.

 

Quais seus livros publicados ou finalizados?
Tenho Reescrevendo Sonhos como meu único livro publicado. Também organizei duas antologias: Ridículas Cartas de Amor e Valquírias (essa em parceria com a Fernanda Castro). Também tenho 3 contos publicados pela Amazon: Retratos de um Futuro Perdido, Ainda Estou Aqui e (Des)Amor.

 

Cite um tema polêmico para escrever.
Acho que tudo o que escrevo é polêmico na nossa atual sociedade, porque escrever sobre mulheres não-heterossexuais parece uma afronta para o mundo. Mas, se eu tivesse que escolher um tema que vou escrever e que certamente é polêmico, seria a Ditadura Militar. Temos tantas falas divergentes que acho que pode dar bastante polêmica.

 

De onde vem as inspirações?
Eu me inspiro com muitas e muitas coisas. Às vezes um trecho de uma música, uma notícia, um livro ou filme que estou lendo/vendo… enfim, qualquer coisa que me coloque uma cena na cabeça. A partir daí minha mente começa a criar.

 

Como você cria um personagem?
Inicialmente gosto de pensar em personagens verossímeis, daquelas que podemos encontrar em qualquer esquina. Gosto de falar que minhas personagens são tão vivas para mim que é como se fôssemos amigas. Então começo a pensar em seu conflito e, a partir daí desenho toda a sua personalidade, passado e como vai evoluir. Quando o processo está adiantado, sinto como se pudéssemos conversar. É loucura, eu sei (risos), mas preciso chegar nesse estado para sentir que consigo entender seus mínimos detalhes.

 

Qual seu estilo de escrita?
Escrevo histórias contemporâneas com enfoque no aspecto psicológico das personagens.

 

O que você está lendo atualmente?
Assassinato no Expresso Oriente, da Agatha Christie.

 

Um(a) escritor(a) que você admira? Por quê?
Lygia Fagundes Teles. Ela foi uma mulher que desafiou o seu entorno e o mundo que a queria colocar em uma caixinha que a afastava de ser escritora. Escreveu sobre temas que eram desafiadores para a sua época (como a Ditadura). Falou sobre política, enfiando o dedo na ferida. Fez personagens femininas diversas e encantadoras. E é tão apaixonada pela escrita que isso exala pelos seus poros em cada uma das entrevistas que faz, é inspirador demais.

 

Uma mulher que você admira. Por quê?
Viola Davis. Além de ser uma atriz de um talento memorável, não tem uma entrevista que ela não emocione, toque ou fale o que tem que ser falado.

 

Qual seriado acompanha?
Nossa, tantos (risos). Mas, a critério de recomendação: The Handmaid’s Tale, Doctor Who, Veep e The American’s são as queridinhas do momento.

 

Uma música que te representa. Por quê?
Demons do Imagine Dragons, porque fala muito sobre o aquele pedaço de nós que temos medo de mostrar para as outras pessoas.

 

Um filme que você ama. Por quê?
Dirty Dancing, essencialmente pela protagonista Baby, que me representa em tantos níveis, tanto a ânsia por ajudar e por justiça como os medos, inseguranças e até os conflitos com o pai.

 

Doce ou salgado?
Doce

 

Escolha um prato que te representa e que você ama de todo o coração e estômago.
Feijoada.

 

Vícios?
Pimenta, mesmo que eu não possa comer (risos).

 

Hobby?
Tricô.

 

Olha só, está aí uma coisa que nunca imaginei uma jovem fazendo, tricô (risos).
Vocês conheceram um pouco melhor nossa nova Wonder, Marcia, sua história se chama “Relatos e Crônicas da Garota Nova Vol. I – O furacão chamado Ensino Médio” e nos contará e nos relembrará as dificuldades do ensino médio. Giovana e Bianca estão prontas para tirar você do tédio e trazer novas aventuras para o seu dia a dia. Assine a Marcia e saia do marasmo. 😉

 

Sobre a autora
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