A equipe do Wonder passou o mês de março inteiro atrás de Fabiula Bortolozzo, conversando e arquitetando sua entrada para a família. Curitibana de 46 anos, casada e com muitos cachorros, ela aceitou nosso pedido e vai trazer histórias exclusivas para dentro do Wonderclub. Ela não pertence à República Curitibana e importou a mulher da Croácia, já dá para imaginar que vem coisa boa aí, não é?

 

Vamos conhecer essa Bella Donna em uma entrevista de 8 minutos:
“Eu sempre fui leitora, uma bookaholic, mas escrever nunca nem passou pela minha cabeça, apesar de eu sempre ter facilidade com a palava escrita. Eu comecei a escrever Bella Donna há 10 anos, escrevi metade, engavetei e fui cuidar de outras coisas. Em 2010, eu comecei a escrever uns contos, engavetei. Em 2015, achei as folhas de Bella Donna perdidas numa gaveta, li e gostei. Como tinha escrito 10 anos antes, foi como se eu estivesse lendo o texto de outra pessoa, e como achei muito bom resolvi dar sequência e publiquei. Daí em diante não parei de escrever nem um dia. Não sei dizer por que comecei a escrever, acho que porque as personagens começaram a fazer um inferno na minha cabeça para eu contar a história delas.”

 

Qual seu livro favorito?
“Essa é difícil….mas se estivesse numa biblioteca em chamas e pudesse salvar só um, seria “A Montanha Mágica” do Thomas Mann.”
Qual livro que você escreveu é o seu favorito?
“8 Minutos, pelo sofrimento que me causou, eu tive de parar de escrever várias vezes. O sofrimento da personagem principal, a Clarissa, me causava dor física. Foi um livro difícil.”

 

Quais seus livros publicados?
“Livros publicados, Bella Donna: Amor no Feminino e 8 Minutos. Está para ser publicado , em breve, um livro de contos, Quase Nada, e tenho quase finalizada uma outra narrativa longa que espero publicar no meio do ano.”

 

Para Fabiula temas polêmicos fazem parte da vida e todos eles devem ser abordados, sem exceções.

 

Fabiula, quais são suas inspirações?
“Minhas inspirações, geralmente, vêm de coisas que leio, um texto sobre um período específico da História, uma nota em um jornal. Já os contos, eu uso qualquer fato cotidiano, por exemplo, um corte no dedo me fez escrever o conto Quase Nada.”

 

Como você cria um personagem?
“Minhas personagens já vêm prontas. Meu processo de escrita se dá da seguinte forma, um tema fica fermentando semanas ou meses dentro de mim, assim como as pessoas que vão viver aquela história, daí quando eu sento já está praticamente tudo pronto, é só escrever. As personagens dialogam muito comigo em sonho e mesmo durante o dia, eu só sigo as orientações que elas me dão.”

 

O estilo de escrita de Fabiula é a prosa, romances e contos.

 

O que Fabiula está lendo atualmente?
“O Essencial da Década de 1980 – Caio Fernando Abreu.”

 

Fabiula, cite um(a) escritor(a) que você admira. Por quê?
“Outra pergunta difícil. Escritor e/ou escritora que admiro? Caio Fernando Abreu é um deles, porque ele vem de uma geração de escritores completamente originais, que é a geração de 1970/1980, porque ele inventou expressões que passaram a fazer parte do dia a dia de muita gente, porque ele soube escrever sobre a presença e a ausência do amor como nenhum outro e porque ele é um mestre na arte do conto, ele sabe exatamente o ponto em que precisa terminar, o texto dele não tem excesso nem falta.”

 

Fabiula, diga uma mulher que você admira e o porquê admira essa mulher?
“Simone de Beauvoir. Porquê quando eu era adolescente eu queria ser como ela, hahahaha. Ela viveu a vida como quis, deu uma banana para a sociedade e não se vendeu ao mercado e escreveu um dos livros, senão “o” livro, mais importante do século XX: O Segundo Sexo. Ou seja, essa mulher conseguiu mexer com a cabeça de gerações de mulheres e continuará por muitos anos, ainda.”

 

O que Fabiula Bortolozzo está assistindo?
“Acompanho vários seriados: Better Call Saul, House of Cards, Orange is the New Black, Stranger Things, Feud, Sense 8, The Affair, são tantos que se colocar tudo vai faltar página. E os de cozinheiros, como Chef’s Table, porque a “esposa” adora cozinhar, daí assisto com ela.”
Acho que Fabiula veio para concorrer com Alice Reis e Táttah Nascimento e nós da redação ainda ficamos nos perguntando, “Como conseguem assistir tantos seriados?”. O mundo das escritoras deve ter uma contagem de tempo diferente da nossa… rsrs

 

Uma música que te representa. Por quê?
“Eu não sou uma pessoa muito musical, apesar de alguns textos meus sempre ter uma playlist. Eu prefiro ouvir música instrumental. Ouço muito Ludovico Einaudi, se fosse para escolher uma música seria Four Dimensions, do Einaudi.”

 

Moça clássica essa Fabiula! Rs
Aqui na redação até tentamos ouvir algo instrumental e clássico, mas infelizmente a Alice Reis coloca Tiago Iorc acabando com nossa graça.

 

Um filme que você ama. Por quê?
“Tudo Sobre Minha Mãe. Porque eu gosto da estética almodovariana, e nesse filme ele excede em tudo, nas cores, na música, nos diálogos, no universo gay. E As Horas, esse assisto uma vez por ano.”

 

Entre doce e salgado, Fabiula não tem preferência, gosta dos dois.
Qual comida te representa? “Quindim, eu adoro a doceria portuguesa.”

 

O vício de Fabiula poderia ser qualquer um, mas ela nos respondeu: “Meu único vício é a leitura.” Simples assim.

 

Já vimos que Fabiula gosta de coisa boa e de classe, não poderia ser diferente com o hobby escolhido. “Fotografia, é uma das poucas coisas que tira minha cabeça do que está acontecendo ao meu redor.”

 

Fabiula Bortolozzo, lhe damos boas-vindas ao time de escritora do Wonderclub! Sugerimos a você, assinante, a assinatura dela. Sabe por quê? Porque Fabiula Bortolozzo trabalha seus textos com maestria, nos deixa apaixonadas e encantadas. Faça parte do mundo de Fabiula dentro do Wonderclub!
 

Sobre a autora
Comente

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *

apagarEnviar